O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, tornou pública a insatisfação com a arbitragem após o empate por 1 a 1 com o São Paulo, no Maracanã, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em vídeo divulgado na noite seguinte, o dirigente contestou uma falta não marcada em disputa entre Wendell e Arrascaeta e reclamou do uso do VAR, apitado em campo por Anderson Daronco, com revisão por Rodrigo D Alonso Ferreira.
Boto argumentou que houve interferência do braço de Wendell que favoreceu a jogada e que, na sua avaliação, isso configuraria pênalti. O dirigente cobrou que a comissão de arbitragem da CBF defina e divulgue critérios claros sobre toques de mão, para evitar interpretações distintas entre especialistas e dar segurança a árbitros e VAR em decisões semelhantes.
Além da reclamação sobre o suposto pênalti, Boto criticou o novo sistema de impedimento semiautomático por não exibir com clareza o instante do passe no lance que anulou o gol de Samuel Lino. No lance, o VAR confirmou impedimento de Wallace Yan, mas, segundo o diretor, as imagens oferecidas ao público não mostraram o momento exato em que a bola saiu, o que aumenta a sensação de opacidade sobre a tecnologia.
Com o empate, o Flamengo ficou a seis pontos do líder Palmeiras — ainda com um jogo a menos — e o episódio reacende a demanda por padronização das decisões de arbitragem. A cobrança de Boto aponta para um problema institucional: sem critérios públicos e aplicações uniformes, cresce a polêmica em torno de lances decisivos e a pressão sobre árbitros, VAR e a própria CBF no momento em que a disputa pelo título se acirra.