Em entrevista ao canal oficial do clube, o diretor de futebol do Flamengo justificou a troca de comando técnico pela capacidade de Leonardo Jardim de adaptar seu trabalho às qualidades do elenco. Segundo Boto, essa flexibilidade ajudou diretamente o atacante Pedro a recuperar rendimento, diante de um modelo de jogo que aproveita mais as características individuais do jogador.

A avaliação do corpo técnico, diz o dirigente, mudou a exigência sobre contratações: contratar sem aval do treinador seria um desperdício. Jardim tem mostrado preferência por recuperar atletas já no clube antes de mirar reforços, o que torna menos óbvia a lista de prioridades para a próxima janela. Ainda assim, Boto admite haver uma ou duas posições em que o clube terá de buscar alternativas.

No plano de curto prazo, o diretor sinalizou interesse em retomar contratações via scouting — apostas de jogadores menos conhecidos com potencial. Ele citou o próprio histórico: o primeiro reforço que trouxe tinha esse perfil (o atacante Juninho, posteriormente negociado ao Pumas) e houve uma tentativa frustrada por Mikey Johnston. O recado é claro: o Flamengo quer garimpar, mas sem comprometer o nível imediato da equipe.

A combinação entre a pressão por resultados e o alto custo de mercado cria uma equação delicada: ampliar o elenco com nomes do mesmo patamar exige desembolso pesado; apostar em garotos pode trazer retorno técnico e financeiro, mas também risco. Na prática, o clube precisa afinar o scouting e acertar no perfil dos alvos para não repetir apostas que saiam caras diante da exigência de vencer sempre.