Aos 12 minutos do primeiro tempo, uma cabeçada de José Herrera pelo Bragantino foi inicialmente validada pelo árbitro Felipe Fernandes de Lima, mas acabou anulada após checagem do VAR. O lance provocou reação intensa dos jogadores e da torcida do time da casa, que questionaram a decisão até a intervenção da arbitragem de vídeo.

Na sequência da jogada ficou claro que Herrera cabeceou com liberdade dentro da área e que a bola, ao ser desviada, tocou no zagueiro Wallace já em cima da linha defendida por Weverton. As imagens disponibilizadas na transmissão mostraram o desvio pelo corpo do defensor e, segundo o ângulo analisado pelo VAR, a bola não ultrapassou por completo a linha do gol.

O episódio expôs, mais uma vez, a dependência do VAR para lances de margem mínima e o impacto imediato sobre o ritmo do jogo: o árbitro demorou alguns segundos, confirmou o gol em campo e voltou atrás apenas após a revisão. Para o Bragantino, houve perda de um momento de vantagem; para o Grêmio, alívio pela intervenção do defensor.

Tecnicamente, a decisão seguiu o critério de que é preciso ver a bola inteira além da linha para validar um gol. Resta à transmissão e aos clubes a esperança de ângulos mais decisivos em lances assim, que frequentemente terminam em dúvidas mesmo após o uso da tecnologia.