O segundo jogo entre Confiança e Grêmio pouco alterou o destino do confronto: com o placar de 3 a 0 em Aracaju (5 a 0 no agregado), a vaga já havia sido praticamente decidida no primeiro duelo. O adversário, da parte baixa da tabela da Série C, entrou entregue, e o Tricolor contou com dois pênaltis para compor o marcador numa noite de futebol pouco inspirada.
A equipe de Luís Castro passou longe de empolgar. Depois do primeiro gol, marcado cedo, o time caiu de ritmo e atuou de forma apática — uma falha que, na avaliação do jogo, recai mais sobre os jogadores do que sobre a comissão técnica. Em um cenário em que o resultado estava assegurado, faltou intensidade e construção coletiva.
Em meio ao marasmo, Martin Braithwaite se destacou. Converteu o pênalti que abriu o placar e completou de cabeça outro lance, além de movimentar-se bastante fora da área, orientar companheiros e cobrar mais agressividade do time. Recuperado de uma grave lesão e de volta aos gramados em março, já soma três gols e uma assistência em 2026, provando ser uma peça valiosa no banco.
O desempenho do dinamarquês acentua um dilema tático: Castro admite que Braithwaite e Carlos Vinicius não podem começar juntos, o que limita opções ofensivas do Grêmio. A resposta técnica passa por usar melhor essa arma de reserva, mas também por resolver a inconsistência coletiva que permanece mesmo em adversários modestos — questão que merece atenção antes dos desafios mais exigentes.