Luís Castro manteve a aposta em Braithwaite para a segunda rodada da Sul-Americana, mas o retorno do dinamarquês não dissolveu a questão central do Grêmio: a produção ofensiva. Braithwaite iniciou o jogo na Arena, foi substituído por Carlos Vinicius na segunda etapa com o placar ainda zerado e tratou a disputa como natural e coletiva.

A presença de Braithwaite em campo ainda é construída com cautela. Foi apenas a segunda vez que entrou como titular desde a lesão, ambas na Sul-Americana; sua retomada aos jogos começou na derrota para o Vasco, e até aqui soma 51 minutos distribuídos em quatro partidas. Nem a volta do centroavante trouxe, por ora, mais efetividade ao ataque.

O momento do time é crítico: desde o título estadual, o Grêmio teve apenas uma vitória em sete jogos no Brasileirão, cenário que Luis Castro definiu como um “trabalho fraco”. Para Braithwaite, a resposta passa pelos próprios jogadores: é preciso mais atitude, arriscar o último passe, chutar com frequência e evitar circulação estéril da bola.

A sequência coloca pressão sobre a comissão técnica e demanda ajustes que vão além da simples recuperação física de peças importantes. O próximo desafio é o Cruzeiro, sábado no Mineirão, onde Braithwaite deve ser alternativa após a entrada de Carlos Vinicius. A lição é clara: a volta de nomes de peso não resolve, por si só, problemas táticos e de criatividade.