O Brasil terminou em 5º lugar a final por equipes do Mundial de ginástica artística em Roterdã, com 159,730 pontos. Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thaís Fidelis e Sophia Weisberg evitaram quedas e entregaram uma rotina consistente que manteve o time entre as maiores potências da modalidade.
Classificadas pela última vaga, as brasileiras precisavam de uma apresentação quase perfeita para sonhar com o pódio. Cresceram na decisão e foram, na prática, a única equipe a melhorar o somatório em relação à classificatória. Ainda assim, faltou o salto final para superar concorrentes históricos: China (ouro), Estados Unidos (prata) e Japão (bronze) subiram ao pódio e garantiram vaga antecipada para Los Angeles-2028.
No salto, peça-chave, Rebeca fez 14,400 e manteve o nível esperado da campeã olímpica; Sophia cravou 14,033 e Flávia executou um DTY menos arriscado para 13,000. O conjunto rendeu 41,433 no aparelho. No solo e na trave houve pequenos erros de execução, mas nenhuma queda, o que reforça a solidez do grupo apesar da distância para as melhores notas das medalhistas.
O 5º lugar confirma que o Brasil segue entre as forças da ginástica feminina, mas também evidencia o limite atual para lutar por medalhas. A equipe terá nova chance de buscar vaga olímpica por equipes no Mundial de 2027, em Chengdu. Nos próximos dias, Flávia e Lorrane disputam o individual geral (sexta-feira) e Rebeca aparece como favorita no salto (sábado), com Flávia fechando no domingo na final da trave.