Fé e futebol têm se cruzado de forma curiosa no calendário das Copas: em levantamento feito pelo Gato Mestre a pedido do ge, a Seleção Brasileira já disputou 12 partidas nos dias consagrados a Santo Antônio, São João e São Pedro e sofreu apenas uma derrota. O saldo é de nove vitórias e dois empates, um retrospecto que virou curiosidade estatística na rotina dos torcedores.
O desempenho é particularmente perfeito nas datas de Santo Antônio (13 de junho) e São Pedro (29 de junho), nas quais o Brasil tem 100% de aproveitamento. Entre os jogos lembrados está a final de 1958 — há 68 anos — quando Pelé e Vavá brilharam na vitória por 5 a 2 sobre a Suécia, resultado que rendeu a primeira estrela. Já o dia de São João (24 de junho) registra a única derrota do recorte, contra a Argentina nas oitavas de 1990.
No conjunto de artilheiros que marcaram nessas datas, Pelé e Vavá lideram com cinco gols cada. Garrincha, Ronaldo e Ademir aparecem com duas bolas na rede, e mais 14 jogadores também marcaram em diferentes anos. Nesta edição do Mundial, Vinícius Júnior já soma três gols, e Matheus Cunha entrou na lista dos atletas que mencionaram o São João em entrevistas após partidas.
O aspecto estatístico ganha agora um novo capítulo: na segunda‑feira às 14h, o Brasil enfrenta o Japão pelas oitavas de final. Além do valor simbólico dos números, a partida servirá como termômetro prático para a seleção — manter a escrita junina pode ser apelo de torcida, mas a consequência real é a continuidade na competição e a pressão por desempenho no mata‑mata.