O conjunto brasileiro de ginástica rítmica entregou duas finais quase perfeitas neste domingo, em Frankfurt, e voltou ao Brasil com dois ouros inéditos no Campeonato Mundial. As vitórias vieram nas provas de cinco bolas e na série mista (três arcos e duas maças), marcando um salto histórico para a modalidade no país.
Formado por Nicole Pírcio, Sofia Madeira, Julia Kurunczi, Mariana Gonçalves, Maria Paula Caminha e a capitã Maria Eduarda Arakaki, o sexteto — cinco atletas em cena e uma reserva — somou 29,450 em ambas as apresentações. Na prova de cinco bolas, o Brasil superou as pontuações que vinham liderando o ano e superou China e Bulgária, respectivamente prata e bronze. Na série mista, a equipe repete o alto nível e deixa a Espanha e a Bulgária atrás no pódio.
A trajetória da equipe, hoje apelidada de 'Leoas', foi construída ao longo de anos de desenvolvimento técnico e investimento nas rotinas coletivas. A técnica Camila Ferezin comemorou o avanço: segundo ela, o grupo passou de sonhar com vagas a disputar e vencer de igual para igual contra seleções tradicionais, fruto de trabalho contínuo e ajustes na preparação.
Além do valor simbólico — é a primeira vez que um país das Américas sobe ao degrau mais alto do Mundial nessa prova específica — o resultado tende a fortalecer a visibilidade da ginástica rítmica no Brasil, atrair atenção para programas de base e dar fôlego à modalidade em calendário internacional. Em campo, as atletas mostraram superfície competitiva e maturidade para manter a rotina em níveis de excelência.