O Brasil encerrou o Grand Prix de atletismo paralímpico em Rabat (Marrocos) na primeira posição do quadro de medalhas, com 57 pódios: 38 ouros, 13 pratas e seis bronzes. A delegação contou com 36 atletas e manteve vantagem sobre concorrentes diretos ao longo da competição, confirmando boa colheita em provas de velocidade e meia distância.

No último dia de disputas a equipe verde e amarela subiu ao pódio em 13 oportunidades — nove ouros, duas pratas e um bronze — garantindo a consolidação do resultado final. Entre as vitórias, Thalita Simplício brilhou nos 400 m classe T11 (atletas cegos), com 1min01s47. A atleta potiguar valorizou a evolução após poucos meses de treino e disse que tem testado novas estratégias que já surtiram efeito.

Outro resultado que chamou atenção foi o ouro nos 100 m da classe T12, para atletas com baixa visão: a capixaba Lorraine Aguiar cravou 57s69 e superou a chinesa Yingying Qiu (prata, 1min03s49) e a uzbeque Khusniya Olimjonova (bronze, 1min11s89). Lorraine afirmou que a marca traz confiança e indica margem para avanços mesmo sem treino específico para a prova.

O calendário agora mira a etapa de maio, em Nottwil (Suíça), quando o Brasil competirá com equipe formada por cadeirantes e atletas de pista. O resultado em Rabat funciona como termômetro: além das medalhas, serve para ajustar preparação e estratégias antes de uma etapa que terá diferentes exigências técnicas e pode confirmar ou rever o atual momento da equipe.