O levantamento do site Transfermarkt divulgado às vésperas do início da Libertadores de 2026 desenha um retrato claro: o futebol brasileiro concentra valor e talento na competição. Campeões das últimas sete edições, os clubes do Brasil chegam como favoritos e confirmam isso também em termos de mercado, com 51 jogadores entre os mais valiosos do torneio.

Mesmo desconsiderando os atletas de Bahia e Botafogo — eliminados na fase preliminar — o país domina as primeiras 41 posições do ranking. Palmeiras e Flamengo aparecem com 11 jogadores cada um na lista, reflexo da capacidade financeira e da montagem de elencos que sobressaem no contexto sul-americano.

O levantamento da Transfermarkt escancara o domínio financeiro e técnico do Brasil na Libertadores.

No topo do ranking está Vitor Roque, do Palmeiras, avaliado em 38 milhões de euros (aproximadamente R$ 225,7 milhões); Lucas Paquetá, do Flamengo, segue em segundo com 35 milhões de euros (cerca de R$ 178,2 milhões). Entre os mais cotados também figuram Kaio Jorge (Cruzeiro), Yuri Alberto (Corinthians) e nomes que reiteram o predomínio de clubes brasileiros no top 10 — a única exceção é o Mirassol.

A distribuição por clubes reforça o fosso: Cruzeiro tem nove jogadores na lista, Corinthians sete, Bahia e Botafogo cinco cada, e Fluminense três. Esses números traduzem não só qualidade técnica, mas também poder de mercado, que tende a pressionar rivais sul-americanos com orçamentos menores.

O efeito prático é duplo: do ponto de vista esportivo, o domínio amplia o favoritismo dos clubes brasileiros na disputa continental; do ponto de vista econômico, acentua a tendência de que talentos sejam ativos valorizados e negociados, obrigando as gestões a equilibrar ambição por títulos e sustentabilidade financeira diante da oferta do mercado.

Os números reforçam o favoritismo dos clubes brasileiros e acentuam o desafio para rivais sul-americanos competirem em igualdade.