Seis horas depois da seleção A bater o Japão por 3 sets a 1 na VNL, em Macau, a seleção B também venceu nesta quarta-feira (22). Em Lima, pela abertura da Copa Sul-Americana, o time comandado por Wagão superou a Bolívia por 3 a 0, com parciais de 25/18, 25/19 e 25/11. A oposta Sabrina Machado foi a maior pontuadora do Brasil na partida, com dez pontos; as partidas do país tiveram transmissão pelo Sportv 2.

A delegação que viajou ao Peru é formada por jogadoras em observação para compor o elenco principal: Jaque Schmitz e Sabrina nas opostas; Bruninha, Kenya e Vivian na distribuição; ponteiras como Aline Segato, Glace Kelly, Karina Souza e Mari Brambilla; centrais Lanna, Lívia e Juju Gandra; e as líberos Kika e Paulina. A combinação de nomes reforça a ideia de rodagem e testagem de peças paralelamente ao ciclo da seleção A.

A Copa Sul-Americana distribui quatro vagas para o Pré-Olímpico Sul-Americano, marcado para setembro no Ginásio do Maracanãzinho — Brasil e Argentina já têm lugar garantido nessa fase. No formato do torneio, as equipes se enfrentam nas chaves e as duas melhores avançam às semifinais; o torneio em Lima será decidido no domingo (26). A seleção B enfrenta o anfitrião Peru nesta quinta, às 20h15 (de Brasília), e encerra a primeira fase contra o Chile na sexta, às 15h15.

A estratégia anunciada pela comissão técnica, liderada por José Roberto Guimarães, é clara: trabalhar com duas seleções para acelerar a renovação e ampliar o leque de opções. Vitória em dois palcos no mesmo dia é resposta positiva sobre profundidade, mas rodar o elenco também impõe desafios logísticos e de gestão física. Manter o padrão do vôlei brasileiro exige cuidado para que acumulo de jogos, viagens e mudanças táticas não transformem oportunidade de avaliação em risco para a performance internacional.