O Brasil foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo ao perder por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey. Erling Haaland marcou os dois gols que decidiram o jogo e decretaram a pior campanha brasileira desde 1990. O técnico Carlo Ancelotti reconheceu a frustração, agradeceu o trabalho do grupo e tentou emendar a derrota na proposta de iniciar um novo ciclo.

Apesar de criar oportunidades, a seleção não soube transformar chances em gols e desperdiçou um pênalti no começo do primeiro tempo, batido por Bruno Guimarães. A Noruega dominou a posse e a troca de passes — 581 a 291, segundo os números da partida — e explorou espaços até encontrar Haaland decisivo. Ancelotti avaliou que o time teve o jogo sob controle por cerca de 70 minutos, mas admitiu que a qualidade dos adversários fez diferença.

Questionado sobre a escolha do cobrador, o treinador explicou que a decisão se baseou em estatísticas de um ano: entre todos os jogadores, Neymar aparecia com melhor aproveitamento, seguido por outros nomes; entre os em campo, Bruno era o de melhor índice. O italiano manteve a defesa da opção, mas a falha na cobrança tornou a seleção mais vulnerável diante da Noruega.

Com contrato até 2030, Ancelotti já fala em reconstrução e cita o potencial jovem do elenco, embora a eliminação abra um sinal de alerta sobre escolhas táticas e capacidade de decidir partidas. A CBF ainda não confirmou, mas a federação da Austrália anunciou dois amistosos em setembro. Para a seleção, a derrota é ao mesmo tempo um fim de ciclo em campo e o ponto de partida para decisões que definirão o futuro.