A seleção brasileira feminina empatou em 2 a 2 com a Argentina nesta terça-feira, na Arena Pernambuco, no último amistoso desta Data Fifa. Bia Zaneratto e Gio Garbelini abriram 2 a 0 para o Brasil, mas Falfán, ainda no primeiro tempo, e Bonsegundo, no segundo, forçaram o empate. A partida ficou marcada pela expulsão de Sofia Domínguez, aos 11 minutos do segundo tempo, e pelo fato de o Brasil ter jogado boa parte da etapa final com um atleta a mais.
Na coletiva, Arthur Elias disse que usou os amistosos para testar alternativas, mas admitiu dificuldade em aproveitar a vantagem numérica por conta das muitas mudanças na equipe. Segundo o treinador, situações de jogo com uma a mais são processos de ajuste que, em uma Data Fifa com rodízio elevado, ficam mais difíceis de treinar — especialmente quando a circunstância é imprevista, como uma expulsão do adversário.
Além da organização tática, Elias enfatizou o aspecto emocional: ansiedade e tomada de decisão voltaram a aparecer em momentos decisivos, e ele classificou como “evitáveis” os dois gols sofridos. O técnico contou que fez uma cobrança longa ao grupo após o jogo e que as observações serão cobradas também na concentração em Recife. A montagem do elenco ainda busca alternativas: Kaylane foi testada em nova função para ampliar opções no meio, e lesões e retorno de jogadoras têm obrigado a adaptações pontuais na escalação.
Do ponto de vista técnico, o resultado traz sinais mistos. O primeiro tempo mostrou evolução ofensiva e chances claras, mas o segundo expôs fragilidade na manutenção da organização e na gestão emocional. Para a comissão, o empate funciona como alerta prático: é preciso consolidar uma base mais entrosada, treinar cenários com vantagem numérica e reduzir erros individuais antes da definição que virá na convocação de maio. Em resumo, há pontos positivos a registrar, mas as falhas repetidas acendem dúvidas sobre a prontidão do grupo para competições de alto nível.