A seleção brasileira feminina de basquete tem nesta quinta-feira (20), às 15h (de Brasília), o confronto decisivo contra a Argentina pela terceira e última rodada do Grupo A, em Guadalajara. O resultado define quem segue nas semifinais do torneio que encaminha o campeão ao Pré-Olímpico — etapa que, por sua vez, é caminho direto para os Jogos de Los Angeles-2028.
O Brasil chega ao clássico em clima de recuperação. Na estreia houve derrota apertada para o Sudão do Sul, por 63 a 61; na terça-feira a equipe reagiu e venceu a Nova Zelândia por 56 a 53. A armadora Aaliyah Guyton foi o destaque do jogo, com 18 pontos, quatro assistências e três roubadas; filha da ex-jogadora Adrianinha, ela voltou a ser peça central na criação e na defesa da seleção.
A definição do grupo está embolada: todas as quatro seleções têm uma vitória e uma derrota. O Brasil ocupa a segunda posição no saldo, com apenas um ponto positivo (117 feitos e 116 sofridos), atrás da Nova Zelândia (+19) e à frente do Sudão do Sul (-1) e da Argentina (-19). Os dois primeiros colocados avançam às semifinais, onde enfrentarão times do Grupo B (Canadá, México, Filipinas e Senegal). O campeão do torneio garante vaga direta no Pré-Olímpico de fevereiro de 2028.
Na prática, a partida exige postura agressiva e controle do ritmo: uma derrota praticamente empurra o Brasil para a rota alternativa — a Copa América de 3 a 11 de julho de 2027, em El Salvador — onde haverá nova disputa por vagas ao Pré-Olímpico. Além do resultado, o que pesa é o saldo: a necessidade de ampliar vantagem e evitar que eventual triunfo se torne insuficiente por critérios de desempate. Técnico e jogadoras sabem que o clássico com a Argentina não é apenas mais um jogo: é uma reta final com consequências diretas para o ciclo rumo a Los Angeles.