A seleção brasileira feminina encerrou a preparação para o amistoso contra a Argentina, marcado para as 16h30 deste sábado no Beira-Rio, mantendo segredo sobre a escalação. O clima de mistério é resultado de uma combinação de suspensões que afastam jogadores importantes e da intenção da comissão técnica de testar arranjos táticos a menos de oito meses da Copa do Mundo de 2027.
A equipe vem trocando a postura adotada no ciclo anterior, mais cautelosa, por um modelo de maior posse e iniciativa ofensiva. Jogadoras ouvidas na rotina de treinos dizem que a proposta de Arthur Elias prioriza controle de bola e pressão alta — uma leitura que admite riscos, como espaços em transição, mas busca recuperar características tradicionais do jogo brasileiro.
Arthur terá restrições: cumpre suspensão por expulsão no último amistoso e não estará à beira do campo, e a lista de desfalques inclui a zagueira Tarciane e as atacantes Bia Zaneratto e Kerolin. Com isso, o técnico planeja rodar o time, revezar a meta e dar oportunidades a jovens como Tamara Bolt, Clarinha e Kaylane, além de experimentar funções alternativas para laterais e meio-campistas.
O amistoso ganha caráter de teste prático mais do que de resultado imediato. A partida, transmitida por Globo, SporTV e getv, servirá para aferir se a nova identidade tática resiste à pressão de um clássico e se o elenco tem profundidade para manter o discurso ofensivo sem arcar com perda de segurança defensiva. A escalação em segredo aumenta a expectativa: é a chance de mostrar progresso e consolidar opções para a reta final de preparação.