A seleção brasileira feminina de vôlei volta a disputar uma final da Liga das Nações neste domingo, em Macau. É a quinta decisão do torneio criado em 2018 e a primeira oportunidade de conquistar o título inédito da VNL. O adversário será a Turquia, às 8h30 (de Brasília), com transmissão por sportv2, ge tv e ge.globo.

O histórico recente exibe sucesso em chegar à decisão, mas frustração ao perder: são quatro vices (derrotas para Estados Unidos em 2019 e 2021, e para a Itália em 2022 e 2025). O jejum de ouros em competições intercontinentais se estende desde o Grand Prix de 2017, apesar de pódios importantes — prata em Tóquio-2020 e bronze em Paris-2024, além de colocação em Mundiais recentes.

A campanha na VNL foi marcada por problemas físicos: a capitã Gabi não disputou o torneio por incômodo lombar, Júlia Kudiess e Tainara se machucaram em andamento e Nyeme optou por não viajar. O técnico José Roberto Guimarães tem repetido que o foco maior é a preparação para Los Angeles-2028, e vê as competições como degraus para esse objetivo. No calendário imediato, o Sul-Americano em setembro, no Maracanãzinho, vale vaga olímpica e ganha prioridade continental.

Além do prestígio, o título da VNL representaria um alívio prático: seria resposta esportiva à sequência de segundos lugares e um reforço de confiança à seleção em ano de testes e reposicionamento tático. A Turquia, que já faturou a VNL em 2023 e perdeu para o Brasil a disputa pelo bronze em Paris, chega com pedigree — o jogo promete intensidade e terá impacto simbólico para a trajetória rumo a 2028.