A seleção brasileira encerrou, na manhã desta sexta-feira, a preparação para a estreia na Copa do Mundo, marcada para sábado (13), às 19h (Brasília), contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A atividade no CT Columbia Park teve apenas os primeiros 15 minutos abertos à imprensa. Após o aquecimento os jogadores de linha fizeram um trabalho físico comandado pelo preparador; não houve divisão em equipes nem uso de coletes, o que manteve o time titular em aberto.

O técnico Carlo Ancelotti manteve a política de não confirmar a escalação diante das câmeras. A expectativa é de que ele dê mais detalhes na entrevista coletiva prevista para esta sexta, às 17h30, ao lado de Vinícius Júnior. Uma provável formação ventilada nos bastidores segue com: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

O que mais chama atenção é a ausência de Neymar. O atacante segue aos cuidados do departamento médico e da fisioterapia por conta de uma lesão grau 2 na panturrilha direita e não participou de nenhum treino coletivo desde sua apresentação, em 27 de maio, na Granja Comary. Exames realizados no Brasil apontaram uma lesão mais séria do que o edema inicialmente informado pelo Santos; o médico da seleção, Rodrigo Lasmar, estimou recuperação de duas a três semanas. No cenário otimista ele poderia ficar disponível para o jogo contra o Haiti, dia 19.

A manutenção de Neymar no elenco — Ancelotti já afirmou que não pretende cortá-lo — e a proximidade do prazo para alterações da lista (que expira nesta sexta) alimentam incertezas sobre a estratégia do treinador. Sem o camisa 10, cresce a responsabilidade ofensiva sobre Vinícius e Matheus Cunha, e o time terá de ajustar circulação de bola e finalização. A escolha por não expor o time titular aos jornalistas acentua a tensão: além do aspecto clínico, a seleção precisa confirmar coerência tática e ritmo para a estreia.