O Brasil derrotou o Japão por 3 sets a 1 (24/26, 25/22, 25/16 e 25/20) nas quartas de final da Liga das Nações feminina, em Macau, em uma partida dominada por ralis extensos e defesas constantes. Foram 209 recuperações ao longo do jogo — 115 das japonesas e 94 das brasileiras — e sequências que chegaram a durar mais de 30 segundos, exigindo resistência e concentração de ambas as equipes.

A ponteira Ana Cristina teve papel decisivo e terminou como principal pontuadora, com 30 pontos. Um dos ralis mais longos ocorreu no quarto set, quando o Brasil perdia por 18 a 15; o ponto marcado naquele lance virou o jogo e iniciou a reação que culminou na virada da parcial. Jogadoras e comissão técnica destacaram a necessidade de paciência e adaptação constante diante do sistema defensivo adversário.

Do lado brasileiro, a vitória não veio sem ressalvas. A equipe cometeu escolhas discutíveis no primeiro set e precisou corrigir variações táticas para superar o bloqueio e a recepção japoneses. O técnico José Roberto Guimarães cobrou rigor tático antes da partida e elogiou o desempenho defensivo da seleção, mas também reconheceu o desgaste gerado pelos ralis e a dificuldade de definir pontos contra um oponente tão organizado.

Classificado, o Brasil enfrenta a Itália na semifinal, no sábado (25), em horário a confirmar. As italianas chegam como atuais campeãs olímpicas e mundiais, e representam um desafio de alto nível. A seleção brasileira precisa manter a solidez defensiva que funcionou contra o Japão, mas também ampliar a agressividade no saque e a variedade de opções ofensivas para não ficar presa aos ralis contra uma equipe campeã.