No palco histórico do Estádio Azteca — oficialmente Banorte — um encontro de estrelas terminou favorecendo os anfitriões: México Legends 3, Brasil Legends 2. A partida reuniu campeões e ídolos que reavivaram lembranças de confrontos marcantes entre as duas seleções, mas o saldo foi de vitória mexicana mesmo diante de lampejos brasileiros.
O Brasil começou com formação de peso, entre eles Júlio César, Maicon, Lúcio, Aldair, Júnior, Edmílson e Ronaldinho Gaúcho. Aos 15 minutos, Adriano abriu o placar com uma cobertura precisa, em jogada construída por Ronaldinho, que desestabilizou a defesa e acionou o Imperador na área. A resposta mexicana veio com Luis Hernández, goleador que já atormentou os brasileiros nos anos 90, e recolocou a partida em equilíbrio.
Kaká voltou a mostrar qualidade individual ao fazer 2 a 1 aos 33 do primeiro tempo, em arrancada pela esquerda e finalização cruzada — gesto seguido por uma homenagem a Oscar Schmidt no momento da comemoração. Antes do intervalo, Oribe Peralta igualou de cabeça; Peralta, autor do gol que sacramentou a derrota brasileira nas Olimpíadas de 2012, voltou a ser decisivo.
No segundo tempo, a virada mexicana veio aos 22, quando Peralta tocou por cima do substituto Gomes e garantiu o triunfo dos donos da casa. O resultado reforça que, mesmo em partidas de ex-jogadores, rivalidades e lembranças históricas pesam: mais do que celebração, o jogo trouxe recordações desconfortáveis para o torcedor brasileiro.