Após eliminar o Japão por 2 a 1 em Houston, o Brasil volta a campo pelas oitavas de final no domingo (5), às 17h (horário de Brasília). O jogo será em Nova Jersey, palco da estreia canarinho nos Estados Unidos. O adversário só será conhecido após o duelo entre Noruega e Costa do Marfim, marcado para terça (30), às 14h, em Dallas.
O cenário traz nuances distintas. A Noruega é historicamente um problema para a seleção: em quatro confrontos os brasileiros jamais venceram (duas derrotas e dois empates), incluindo a vitória norueguesa por 2 a 1 na Copa de 1998. Já a Costa do Marfim aparece com retrospecto menor, mas favorável ao Brasil — o único embate registrado foi a primeira fase da Copa de 2010, vencida pelos brasileiros por 3 a 1.
A classificação veio com sofrimento: após sair atrás diante do Japão, Casemiro empatou e Gabriel Martinelli definiu nos acréscimos, resultado que manteve a seleção na rota no lado norte-americano da tabela. Se superar as oitavas, o time canarinho segue jogando nos EUA: quartas em Miami (11 de julho, sábado, às 18h), possível semifinal em Atlanta (15 de julho, quarta, às 16h) e final em Nova Jersey (19 de julho, domingo, às 16h). O jogo pelo terceiro lugar, se necessário, está previsto para 18 de julho, em Miami.
Do ponto de vista técnico, o confronto contra a Noruega exige atenção tática e cuidado com transições; contra a Costa do Marfim, o desafio tende a ser físico e de contenção dos principais nomes africanos. Independentemente do adversário, o recado é claro: o Brasil precisa transformar posse em eficiência e evitar repetir vulnerabilidades exibidas no duelo diante do Japão, sob pena de ver a ambição do título ameaçada por equívocos pontuais.