O amistoso entre Brasil e Panamá, neste domingo no Maracanã, cumpre dupla missão: será o último teste amplo antes da viagem para a Copa do Mundo e, ao mesmo tempo, uma exibição para mais de 73 mil torcedores. A CBF prepara entretenimento extra e homenagens, mas a prioridade técnica do treinador Carlo Ancelotti é clara: observar peças e preservar o condicionamento do grupo.
As duas equipes acertaram a possibilidade de até 11 substituições, e Ancelotti já sinalizou que usará larga rotatividade ao longo dos 90 minutos. Ainda assim, o time de início deve se aproximar da formação que o técnico tem em mente para a estreia no Mundial — com nomes como Alisson, Wesley, Bremer, Léo Pereira, Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães no meio; e o trio ofensivo Luiz Henrique, Matheus Cunha, Vinícius Júnior e Raphinha na frente.
O Brasil terá ausências previstas: Neymar segue em recuperação, e Gabriel Magalhães, Marquinhos e Gabriel Martinelli não participam por estarem envolvidos na final da Liga dos Campeões. A combinação de testes, rodagem e espetáculo expõe um equilíbrio delicado: é preciso avaliar alternativas sem sacrificar a entrosamento do núcleo titular às vésperas do torneio.
Após o confronto, a delegação concede folga até segunda-feira à tarde, quando os convocados se reapresentam para a viagem aos Estados Unidos. Antes da estreia no dia 13 contra Marrocos, a seleção ainda faz amistoso em Cleveland contra o Egito — sequência que fecha a preparação e reduz a margem para acertos de última hora.