A sexta-feira reservou um alívio para o Brasil no chaveamento da Copa do Mundo: com as vitórias de França e Espanha, as duas seleções terminaram na liderança de seus grupos e só poderão cruzar com a seleção brasileira em uma eventual final. A França atropelou a Noruega por 4 a 1 — fechando o Grupo I com aproveitamento perfeito, 10 gols marcados e dois sofridos — enquanto a Espanha venceu o Uruguai por 1 a 0 em Guadalajara, gol de Alex Baena aos 41 minutos do primeiro tempo.
A dinâmica ficou completa depois da Alemanha, que mesmo derrotada pelo Equador por 2 a 1, assegurou a ponta do Grupo E. O efeito prático é claro: Alemanha, França e Espanha estão posicionadas no lado oposto da chave e só toparão com o Brasil na final. Por outro lado, a rival histórica Argentina permanece no mesmo lado da chave do Brasil, abrindo a possibilidade de um clássico já nas semifinais, se ambas avançarem.
Do ponto de vista esportivo, o sorteio é um alívio estratégico: evita confrontos imediatos contra potências europeias, reduzindo o risco de eliminação precoce diante de seleções tradicionalmente fortes. Isso, contudo, não elimina desafios substanciais no mata-mata — adversários sul-americanos e outros favoritos seguem na rota e um duelo com a Argentina manterá pressão máxima sobre a seleção.
Para a seleção brasileira, o recado é duplo: o chaveamento oferece uma janela vantajosa para avançar, mas também cria um roteiro em que as partidas decisivas podem ter concentração de tensão (especialmente um eventual embate com a Argentina). A cobrança sobre técnico e elenco segue alta: o caminho até uma final menos povoada por europeus facilita, mas não garante, a ambição pelo título.