O Brasil chega ao confronto contra o Japão, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, com um histórico amplamente favorável: 14 jogos, 11 vitórias, dois empates e apenas uma derrota. A partida está marcada para segunda-feira, às 14h (de Brasília), em Houston, e renova um clássico recente que mistura tradição e um aviso recente.

O único revés aconteceu em outubro de 2025, em amistoso disputado em Tóquio, já sob o comando de Carlo Ancelotti. A Seleção abriu 2 a 0 com gols de Gabriel Martinelli e Paulo Henrique, mas sofreu a virada após tentos de Ueda, Nakamura e Minamino — resultado isolado que, ainda assim, ganhou peso por ter vindo no ciclo preparatório para o Mundial.

Em Copas, o retrospecto brasileiro contra seleções asiáticas é impecável. Além do 4 a 1 sobre o Japão em 2006 — com gols de Ronaldo (duas vezes), Juninho Pernambucano e Gilberto, depois de Tamada abrir o placar —, o time venceu a China por 4 a 0 em 2002, bateu a Coreia do Sul por 4 a 1 em 2022 nas oitavas e superou a Coreia do Norte por 2 a 1 em 2010. São quatro jogos e quatro vitórias.

O histórico pesa a favor do Brasil, mas a derrota em 2025 impede qualquer acomodação: para seguir avançando, a equipe precisa transformar superioridade histórica em rendimento consistente no jogo que vale classificação. Do ponto de vista da torcida e da cobertura, Houston será o termômetro para saber se o tropeço em Tóquio foi mesmo um episódio isolado ou sinal de ajuste necessário na seleção.