Pela quinta vez na história da Libertadores — e pela quarta em que clubes brasileiros aparecem de modo predominante — o continente terá três representantes do Brasil entre os quatro melhores. Flamengo, Fluminense e Palmeiras confirmaram presença nas semifinais, enquanto o Estudiantes, da Argentina, se mantém como a exceção na fase decisiva.

No Maracanã, o Flamengo sacramentou a classificação com um empate por 1 a 1 frente ao Independiente del Valle, depois de ter vencido por 2 a 0 em Quito na semana anterior. O jogo teve momentos de tensão: Lucas Paquetá recebeu amarelo em lance polêmico no início, Jorginho foi expulso na etapa final após o segundo cartão e, já perto do fim, Giorgian de Arrascaeta aproveitou um erro do goleiro adversário para completar de cabeça e igualar o marcador.

O quadro reforça uma tendência recente: o futebol brasileiro volta a dominar as fases finais da Libertadores. Historicamente houve outras “trincas” nacionais — citando edições anteriores em que clubes do país monopolizaram as semifinais — e agora a chance de um final com presença majoritária do Brasil se mantém viva, com Palmeiras e Fluminense medindo forças em outro confronto brasileiro.

O Estudiantes garantiu a sua vaga ao derrotar o Corinthians em São Paulo, enquanto Memphis Depay desperdiçou um pênalti nos acréscimos e evitou que a semi fosse totalmente brasileira. Com a definição dos confrontos, o Palmeiras terá vantagem de mando na volta por ter campanha melhor na competição. A sequência confirma: ao menos um clube brasileiro estará na decisão pela oitava edição seguida — um indicador de força do país na competição continental.