O Brasil derrotou o Haiti por 3 a 0 nesta sexta-feira, na Filadélfia, e assumiu a liderança do Grupo C com quatro pontos — mesma pontuação do Marrocos, mas vantagem no saldo de gols (3 a 1). Todos os gols saíram no primeiro tempo: dois de Matheus Cunha e um de Vinícius Jr., que também deu uma assistência. A vitória mantém a equipe com passo firme na fase de grupos, embora o resultado esconda pontos a ajustar.

Carlo Ancelotti destacou que a equipe teve mais qualidade e intensidade na etapa inicial e que, no segundo tempo, prevaleceu o controle do jogo apesar de maior presença ofensiva do Haiti. O técnico ressaltou oportunidades perdidas e a possibilidade de marcar mais gols, além de observar variações táticas: Vinícius foi deslocado para ocupar espaços por dentro, Douglas Santos atuou mais pelo lado e Danilo ficou recuado para maior cobertura.

O treinador também comentou a formação do meio-campo e a condição de jogadores: admitiu que Matheus Cunha "pode" ser titular após a atuação, citou Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá na construção e informou que Raphinha será reavaliado pelos médicos. Neymar treinará de forma individual antes de ser integrado; a comissão técnica privilegia cuidado físico e continuidade para chegar com força ao mata-mata.

Além do ajuste técnico, Ancelotti elogiou o trabalho psicológico da comissão, apontando maior calma e menos erros coletivos. A leitura do jogo indica que o Brasil usará a fase de grupos para ajustar dinâmica e rotações, mas também expõe a necessidade de converter mais chances em gols — especialmente se a ambição for evitar surpresas nas fases eliminatórias.