A rodada teve no Barradão um dos episódios mais comentados: o Vitória saiu do jogo revoltado após sequência de lances revisados pelo VAR. No primeiro tempo, um cotovelo de Maurício deixou o adversário sangrando e, segundo o comentarista de arbitragem PC Oliveira, merecia expulsão — o juiz de campo apenas aplicou amarelo e o VAR não solicitou revisão naquele lance.
Na reta final do primeiro tempo o vídeoárbitro voltou a interferir e o juiz aplicou vermelho em Cacá por falta em Arias. Pouco depois Luan Cândido foi expulso após fazer um gesto em direção à arbitragem, o que incendiou ainda mais a reação do clube baiano. Com dois a mais, o Palmeiras marcou com o mesmo jogador que havia gerado a reclamação do Vitória e acabou goleando por 4 a 0, abrindo nova vantagem na ponta.
A combinação de intervenções contraditórias e decisões contestadas reverberou nas redes: torcedores ironizaram o clube paulista com comparações e teorias de favorecimento. Esse tipo de controvérsia corrói a percepção de uniformidade de critérios e alimenta narrativas que vão além do campo, pressionando árbitros, comissões e o próprio VAR a prestarem contas sobre critérios e consistência.
No Maracanã, o duelo entre Fluminense e Bahia terminou 0 a 0 e foi marcado pela atuação discreta de Hulk. O atacante perdeu chance clara, recebeu vaias ao ser substituído aos 29 do segundo tempo e, em lance inusitado, se chocou com o árbitro Raphael Claus, que caiu e precisou de apoio para se levantar. Em Porto Alegre, Internacional e Flamengo empataram por 1 a 1: Vitinho abriu para o Colorado e Samuel Lino empatou após falha defensiva, mais um sinal de instabilidade que deixa rivais e torcidas em alerta.