Brasil e Japão se enfrentam pela segunda vez em Copas nesta segunda-feira (29), no Estádio de Houston, às 14h (de Brasília). O duelo carrega outro contexto em relação a 2006: o Japão deixou de ser visto como adversário frágil e tem argumentos para complicar a vida da seleção brasileira.
Quem acompanha de perto essa transformação é Matheus Pereira, zagueiro que defende o Oita Trinita e vive no Japão desde 2021. Revelado no Brasil, ele diz ter percebido ganhos técnicos e táticos no futebol japonês e relata que há uma confiança crescente entre torcedores e atletas locais de que a equipe pode avançar às oitavas.
Na leitura de Pereira, o ponto mais perigoso do Japão é o contra-ataque. Segundo o defensor, a seleção treinada por Hajime Moriyasu costuma fechar com linha de cinco e explorar a velocidade dos atacantes — uma combinação que exige atenção da defesa brasileira e cobrança por intensidade da parte de Carlo Ancelotti.
O recado do jogador é prático: se o Brasil não repetir a entrega vista em partidas anteriores, o embate tende a ser mais equilibrado. Fora do campo, Pereira até brincou sobre as provocações que receberá em caso de vitória japonesa — um sinal de que o respeito ao adversário cresceu, e que o alerta deve ser levado a sério pela comissão técnica.