Em amistoso disputado em Orlando, a Seleção Brasileira saiu de campo com vitória por 3 a 1 sobre a Croácia em partida que serviu como último teste antes da lista final para a Copa do Mundo. O resultado teve forte sabor local: Endrick, nascido em Taguatinga e criado em Valparaíso de Goiás, e Igor Thiago, com raízes em Gama e Cidade Ocidental, foram determinantes na virada e na construção do terceiro gol anotado por Martinelli.

O Brasil apresentou uma versão mais incisiva do que na derrota para a França — não apenas pelo nível do adversário, mas também pela disposição tática. O time teve protagonismo no meio e nas laterais, com Vinicius Júnior reencontrando alto rendimento pela esquerda e contribuindo diretamente para jogadas de ataque. Matheus Cunha foi peça importante na transição ofensiva, criando chances e incomodando a defesa adversária, que por sua vez falhou em alguns momentos de cobertura e saída de bola.

Endrick e Igor Thiago ganharam pontos na briga por vaga na Copa.

O segundo tempo teve oscilações, sobretudo quando as duas equipes promoveram várias substituições e o ritmo caiu. A Croácia chegou a empatar explorando um erro defensivo e saída precipitada do gol, mas a reação brasileira foi imediata. Endrick, entrando no jogo, sofreu pênalti que Igor Thiago converteu — seu primeiro gol com a camisa canarinha — e, já nos minutos finais, a parceria entre os dois originou a assistência para Martinelli fechar o placar.

Além do resultado, a partida tem implicações claras para a montagem do elenco que viajará ao torneio: Endrick e Igor Thiago aumentaram seu capital junto à comissão técnica e entram na disputa por vagas com argumentos. Ao mesmo tempo, a partida expôs fragilidades defensivas pontuais e a necessidade de manter consistência quando houver rodízio, sinal que o técnico ainda terá decisões delicadas pela frente.

No balanço, a vitória traz alento e mostras de repertório ofensivo, mas não elimina dúvidas sobre equilíbrio e profundidade do elenco. Para a comissão técnica, resta aproveitar o pouco tempo antes da convocação definida para 18 de maio para confirmar nomes e ajustar a proteção à defesa sem abrir mão da qualidade de ataque exibida contra os croatas.

A partida foi a última antes da convocação marcada para 18 de maio.