Bremer saiu da partida contra a França com o gosto agridoce de quem fez um gol, mas viu a seleção perder por 2 a 1. Em entrevista ao UOL, o zagueiro da Juventus comemorou a atuação individual e admitiu que o desempenho o coloca em melhor posição na corrida por uma vaga na Copa do Mundo, embora reconheça que ainda haja um longo caminho a percorrer.
O defensor evitou tratativas de preferência por lados na seleção: para ele, a disputa é ampla. “Zagueiro é zagueiro”, resumiu, na ideia de que a escolha não se reduz à condição de canhoto ou destro. A leitura pode ser interpretada como sinal de que o setor defensivo vive disputa real por espaço e que respostas consistentes nos treinos serão decisivas para convencer a comissão técnica.
Fiz um bom jogo e, por isso, me sinto mais perto da Copa, mas sei que é um caminho longo.
Bremer também comentou a aproximação entre o trabalho feito pelo técnico Ancelotti e sua rotina na Juventus. Segundo o jogador, há ênfase tática, especialmente defensiva, e práticas semelhantes às vividas no futebol italiano, onde o zagueiro passou boa parte da carreira se moldando taticamente e aprendendo detalhes defensivos fundamentais.
Sobre o resultado, o jogador deixou clara a mentalidade típica de um defensor formado na Itália: a prioridade é não sofrer gols. Mesmo celebrando o tento, afirmou preferir uma vitória magra sem falhas defensivas. Ao mesmo tempo, reconheceu o nível da França e apontou que há pontos a corrigir, reforçando que a seleção está no 'bom caminho', na sua avaliação.
Por fim, Bremer comentou a possibilidade de não atuar contra a Croácia: embora tudo indique que não jogará, diz manter postura tranquila e foco nos treinos, analisando os jogos para corrigir detalhes. A mensagem é clara: a luta pela vaga segue sendo decidida no dia a dia, com o treinador no centro das escolhas.
A concorrência é geral: um é canhoto, outro é destro, o importante é estar bem e causar uma boa dor de cabeça ao treinador.