Em entrevista em Brisbane, Bruno Guimarães quebrou o silêncio sobre o pênalti defendido por Ørjan Nyland na derrota do Brasil para a Noruega nas oitavas da Copa do Mundo. O volante descreveu o lance como uma “ferida” ainda recente e disse que o erro o magoa, mas que precisa ser aproveitado como aprendizado.
O incidente aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo, quando Matheus Cunha sofreu a falta na área e Bruno assumiu a cobrança. Nyland defendeu e o jogo terminou 2 a 1 para a Noruega, com dois gols de Erling Haaland no segundo tempo; Neymar descontou de pênalti nos acréscimos, sem alterar a eliminação brasileira.
“Ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido.”
Sobre a escolha do cobrador, Bruno explicou que a definição foi feita antes da partida — “o professor determina quem vai bater” — e criticou a repercussão que colocou Vini Jr. no centro das críticas. Ele reafirmou que a responsabilidade pela cobrança era sua e lamentou o impacto negativo sobre colegas e torcida.
Mesmo aborrecido com o episódio, o jogador deixou claro que não fugirá de nova chance: se for delegado a ele, baterá novamente. Os amistosos contra Austrália (em Townsville e Brisbane) e Índia aparecem como testes imediatos para reconstruir ritmo e confiança. A expectativa é que a sequência sirva para transformar o erro em lição e afaste parte da pressão sobre o meio-campista.