Em entrevista recente dividida em três blocos, Bruno Guimarães deixou claro que assume responsabilidade e compromisso máximo na preparação para a Copa do Mundo. Aos 28 anos e em boa fase no Newcastle, o volante disse confiar no trabalho do técnico Carlo Ancelotti e afirmou que fará tudo o que estiver ao seu alcance para buscar o título.
Bruno não subestima a chave do Brasil: o Grupo C reúne adversários com qualidades específicas. Citou Marrocos, atual finalista da Copa Africana, a Escócia, com vários jogadores acostumados à Premier League, e o Haiti — cujo simples lugar no Mundial merece respeito. O jogador repetiu que a seleção tem obrigação de avançar em primeiro, mas admitiu que o caminho não será fácil.
O meio-campista também desenhou a diferença entre o ambiente do clube e o da seleção. No Newcastle ele encontrou rotina e clareza tática; na CBF, segundo ele, o ciclo foi 'conturbado' — com troca de presidentes e alternância de treinadores. A chegada de Ancelotti, disse, trouxe maior organização e já permitiu bons sinais em partidas como as contra Coreia, Senegal e Chile.
Além do discurso de confiança, os números reforçam o peso de Bruno no time: são 41 jogos, dois gols e oito assistências pela seleção principal. A combinação entre a fase pessoal, a estabilidade tática buscada com Ancelotti e a expectativa de liderança do volante apontam para maior responsabilidade sobre os ombros do grupo — e também para uma cobrança mais alta caso o desempenho coletivo fique aquém do esperado.