Livre de dores e relacionado pelo Newcastle após dois meses, Bruno Guimarães descreveu alívio e satisfação com o retorno. O meia, peça-chave da Seleção neste ciclo, afirmou que o objetivo agora é recuperar ritmo e chegar ao seu melhor momento antes da Copa do Mundo — meta que justificou o empenho na reabilitação e a apreensão vivida nas semanas anteriores.

A lesão sofrida na reta final da vitória sobre o Tottenham, em 10 de fevereiro, foi classificada por ele como a mais intensa em uma década de carreira. A consequência foi a maior sequência de ausência da sua trajetória: 12 partidas fora. Entre Champions, Copa da Inglaterra e jogos da Premier League, Bruno chegou a temer pela possibilidade de perder a Copa, relata a angústia de não saber a gravidade do problema e as noites sem dormir até o diagnóstico.

A recuperação incluiu quatro semanas de tratamento intenso, com períodos no clube e acompanhamento particular em casa; houve supervisão do médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, na Cidade do Galo, e sessões no CT do Botafogo. Quando já estava na reta final, o atacante recebeu o diagnóstico de caxumba, que deixou marcas no rosto e atrasou a volta — tema que ele tratou com bom humor ao brincar sobre a aparência. A lesão na coxa esquerda atingiu cerca de 20 centímetros, segundo o jogador.

Do ponto de vista prático, o retorno de Bruno reduz a pressão imediata sobre a comissão técnica da Seleção, mas impõe cautela: a gestão de minutos e a reintrodução gradual ao ritmo de jogos serão determinantes para evitar recidivas. Para o Newcastle, é um reforço importante no meio-campo; para o jogador, a recuperação completa é condição para transformar o alívio em desempenho consistente rumo à convocação.