Bruno Pivetti fez um balanço crítico e direto da breve passagem de cerca de 10 meses pelo Flamengo. Campeão do Intercontinental sub-20, o treinador ressalta os acertos na formação de jogadores, mas não evita críticas ao planejamento para o Campeonato Carioca, cuja campanha abaixo do esperado foi atribuída, em parte, à composição do grupo.

Na avaliação de Pivetti, jogadores como Lorran e Matheus Gonçalves têm talento raro e precisam de acompanhamento fora de campo para amadurecer. Matheus, vendido ao Al-Ahli por 8 milhões de euros, é citado como exemplo de ativo que exige gestão cuidadosa; Lorran, segundo o técnico, carrega também o peso de uma origem social complexa que pede paciência e suporte emocional.

O treinador deixou claro que não participou das decisões da diretoria sobre o planejamento do estadual e relacionou a ausência de nomes do elenco profissional ao desempenho frágil no Carioca. A ressalva implica um recuo da comissão técnica sobre escolhas estratégicas do clube e levanta questões sobre coordenação entre categorias e diretoria.

Com passagens por Operário-PR e CSA e influências de Paulo Autuori e Fernando Diniz em sua metodologia, Pivetti voltou ao mercado após ser demitido depois do vice da Libertadores e sequência de derrotas no Brasileirão. Sua leitura pública aponta para um desafio institucional do Flamengo: transformar talentos da base em resultados sem perder controle sobre calendário e gestão.