Em participação no Sportv News no sábado (18), Bruno Schmidt abriu o relato sobre o peso e a gratidão por ter tido Oscar Schmidt como referência na família. O ex-jogador de basquete, morto na sexta-feira (17) aos 68 anos, deixou no sobrinho lembranças que, segundo Bruno, ajudaram a moldar a disciplina e a ambição necessárias para o alto rendimento.
Bruno, cujo nome completo é Bruno Oscar Schmidt, recordou que aprendeu cedo a importância da repetição e da busca pela excelência: conselhos práticos sobre treino e precisão que ele adaptou ao saque no vôlei de praia. Essa rigidez do trabalho, transferida por influências familiares, foi citada como fator determinante em sua evolução técnica e competitiva.
O vínculo mais próximo aconteceu quando Bruno morou no Rio e acompanhou jogos em que Oscar, no fim da carreira, vestiu a camisa do Flamengo. A medalha de ouro no Rio-2016, lembra o sobrinho, acabou assumindo também a dimensão de homenagem: um resultado do esforço individual, mas que ele considera um presente que ecoou o legado do tio. Bruno e Alisson já haviam conquistado o título mundial em 2015, pano de fundo para o ápice olímpico no ano seguinte.
Além da emoção pessoal, a fala de Bruno reforça um ponto claro para o esporte brasileiro: legados familiares e exemplos públicos ajudam a manter cultura de profissionalismo. Mesmo com a perda, a narrativa que Oscar construiu — de paixão pelo esporte e entrega máxima — segue viva na trajetória do sobrinho e em gerações que acompanharam sua carreira.