A partida entre Brusque e Paysandu, que valia vaga de acesso na última rodada do quadrangular da Série C, foi suspensa aos 46 minutos do segundo tempo por problemas na estrutura do setor visitante da Arena Simon. A decisão da equipe de arbitragem, liderada por Wilton Pereira Sampaio, atendeu orientação dos órgãos de segurança e do delegado da partida após ser registrada movimentação em uma torre instalada no meio da arquibancada destinada ao público visitante, setor com capacidade para 613 pessoas.
A torre, usada por cinegrafista da transmissão, apresentou instabilidade perceptível, o que motivou alertas imediatos pelo sistema de som do estádio para que os torcedores não pulassem nem balançassem a estrutura. Jogadores também foram até a arquibancada para reforçar o pedido. Depois de cerca de 30 minutos, a organização anunciou um remanejamento: uma faixa de aproximadamente 10 metros do setor do Brusque seria cedida para acomodar parte da torcida do Paysandu, com capacidade estimada em 150 lugares, enquanto as providências de segurança eram concluídas.
Representantes da CBF, da Federação Catarinense de Futebol, dos dois clubes e a equipe de arbitragem permaneceram em campo para tratar dos próximos passos. Parte dos jogadores permaneceu aquecendo; outros foram para os vestiários, onde a arbitragem também se recolheu. A retomada do confronto depende do término do remanejamento e da avaliação técnica das condições de segurança no estádio. Paralelamente, a realização simultânea da partida entre Ferroviária e Inter de Limeira foi condicionada à retomada em Brusque.
O episódio levanta questionamentos práticos e institucionais: enquanto o Brusque afirma que a venda de ingressos respeitou a capacidade do setor, a identificação de movimentação na torre expõe falhas potenciais na fiscalização de estruturas temporárias e na coordenação entre clubes, transmissão e órgãos de segurança. Além do risco imediato à integridade física dos torcedores, há espaço para apurações sobre responsabilidades e procedimentos futuros para evitar que uma partida decisiva seja novamente suspensa por problemas de infraestrutura.