A última coletiva do técnico Bubista na Copa teve um desfecho incomum: aplausos de parte da plateia ao final. O treinador, já deixando a sala de entrevistas, agradeceu o reconhecimento enquanto a seleção cabo-verdiana se despedia da competição após a derrota para a Argentina nas oitavas.
Bubista descreveu um vestiário tomado pela tristeza pela eliminação, mas também por orgulho pelo trabalho realizado. Segundo o treinador, alguns jogadores chegaram a chorar — gesto que, na visão dele, faz parte do processo de amadurecimento de uma equipe que estreou em uma fase tão avançada do Mundial.
O técnico destacou a postura tática e disciplinar do grupo ao longo do torneio, lembrando que Cabo Verde enfrentou Espanha, Uruguai e Argentina. Bubista valorizou o fair play, a organização defensiva e a opção por atacar quando houve oportunidade, e afirmou que a equipe cometeu poucas faltas e mostrou identidade em campo.
Sobre a derrota para a Argentina, o treinador admitiu que o time sofreu com gols de bola parada, uma vulnerabilidade que costuma aparecer em Mundiais, e ponderou que houve momentos em que acreditaram poder causar danos ao adversário — sobretudo na prorrogação. Ele também citou o amistoso com o Chile como parte importante da preparação para desafios sul-americanos.
Antes das perguntas, a assessoria de imprensa de Cabo Verde solicitou que os temas se restringissem ao jogo, pedido que foi atendido pelos repórteres. A medida também manteve fora do debate questões extracampo, como a investigação envolvendo o jogador Ryan Mendes, cuja apuração foi vetada pela delegação.