Autor do único gol da Croácia na vitória por 1 a 0 sobre o Panamá, na segunda rodada do Grupo L da Copa do Mundo, Ante Budimir reapareceu no palco certo no momento certo. O atacante, acionado por Zlatko Dalić no intervalo após ficar no banco na estreia contra a Inglaterra, precisou de apenas oito minutos em campo para decidir o jogo e garantir os primeiros três pontos da seleção na chave.
A cena ganha relevo porque contrasta com um dos episódios mais comentados da carreira recente do jogador: em abril de 2024, vestindo a camisa do Osasuna, Budimir cobrou um pênalti contra o Valencia que foi classificado por muitos como bizarro. Após uma tentativa de paradinha, o goleiro Mamardashvili había caído, recuperou-se e conseguiu agarrar a bola diante de uma batida fraca e mal executada — lance que viralizou e rendeu críticas ao atacante.
Com 34 anos, Budimir soma agora sete gols em 39 partidas pela Croácia e tem participação em grandes competições: a Copa do Mundo de 2022 e as Eurocopas de 2021 e 2024. Nascido em Zenica, na ex-Iugoslávia, e formado também fora dos campos como estudante de economia e administração, o jogador carrega uma trajetória de superação pessoal que adiciona peso simbólico ao tento decisivo no Mundial.
Além do alívio imediato pela vitória, o gol tem efeito prático no torneio: dá ânimo à Croácia para o confronto final contra Gana e resgata parte da confiança em um elenco que busca consolidar a vaga. Para Budimir, foi uma resposta direta à dúvida pública gerada pelo pênalti — um exemplo de como, no futebol, um lance pode apagar outro, mas também de como a consistência seguirá sendo exigida nas próximas partidas.