Em sua estreia histórica em Copas, Cabo Verde deixou a competição com a sensação de missão cumprida e o gosto amargo da eliminação. A equipe africana, 67ª no ranking da Fifa, foi derrotada pela Argentina por 3 a 2 na prorrogação, em partida válida pelas oitavas de final, mas já havia surpreendido ao empatar com Espanha e Uruguai na fase de grupos.
O principal artífice do projeto, o ex-zagueiro Bubista, destacou o orgulho que sente pelos jogadores e a forma como a equipe se apresentou diante de um adversário campeão mundial. Para ele, a reação após o apito final — abraços, lágrimas e tristeza compartilhada — traduziu amadurecimento e mostrou que o trabalho tem alma e coerência com a identidade que tentaram imprimir.
Cabo Verde só não saiu com a vaga porque enfrenteou um time de elite, mas a seleção mostrou capacidade de disputar de igual para igual, anotando dois gols e levando a decisão à prorrogação. Bubista ressaltou a dignidade e a coragem do elenco, formado em sua maioria por atletas que não atuam nas principais ligas europeias, e avaliou a campanha como um passo importante para o futebol do país.
Além do resultado, a atuação deixa consequências positivas: maior visibilidade, validação do projeto técnico e uma base emocional para desenvolver o futebol local. A eliminação é dolorosa, mas a impressão deixada em campo — e fora dele — reforça que Cabo Verde chegou para ficar no mapa do futebol mundial.