Na chegada do Vitória ao Estádio de São Januário para enfrentar o Vasco, o zagueiro Cacá falou pela primeira vez sobre a polêmica do Ba‑Vi em que tentou rasgar a camisa do jogador do Bahia, Jean Lucas. O atleta buscou reduzir a dimensão do episódio e justificou o gesto como reação ao clima do clássico.
Segundo Cacá, ele não acompanhou muito as redes sociais e tomou conhecimento do julgamento pelo STJD apenas recentemente. O defensor atribuiu o episódio à ‘adrenalina’ do jogo e disse que agiu no calor do momento após sentir que a comemoração do adversário foi provocativa e desrespeitosa com a torcida rubro‑negra.
A confusão ocorreu logo depois do segundo gol do Bahia, quando Jean Lucas ergu eu a camisa em direção à torcida do Vitória. A comemoração irritou jogadores do time da casa; além de Cacá, Marinho também foi envolvido na troca de empurrões. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva denunciou os dois por atitude antidesportiva (artigo 258), com pena prevista entre uma e seis partidas.
No caso de Jean Lucas, a acusação foi enquadrada no artigo 258‑A, por provocar o público, sujeitando‑o a suspensão de dois a seis jogos. O desfecho no STJD pode ter impacto direto no elenco do Vitória nas próximas rodadas, dependendo da gravidade que a corregedoria atribuir às ações dos envolvidos.
Apesar do foco na defesa de que agiu impulsionado pelo momento, a declaração de Cacá passa pela necessidade de reduzir danos institucionais: um eventual gancho poderia complicar a sequência do time em competições nacionais. Antes do julgamento, o zagueiro e o elenco têm o compromisso de tentar avançar na Copa do Brasil na partida contra o Vasco.