Diego Caito descreveu a semana de tratamentos que o permitiu disputar o clássico decisivo das quartas da Copa do Brasil, na Arena. O lateral sofreu luxação no ombro esquerdo no jogo de ida, teve avaliação inicial de afastamento entre seis e oito semanas, mas reagiu ao programa do departamento médico e foi opção titular na vitória por 3 a 1.
O jogador relatou que, no momento da lesão, tentou permanecer em campo e chegou a impedir a substituição ao interferir na comunicação da comissão técnica — atitude que ilustra a mistura de ansiedade e vontade de disputar o clássico. Nas entrevistas seguintes, Caito deixou claro que pediu para seguir jogando e contou com acompanhamento constante da equipe médica.
A preparação envolveu tratamento em três turnos: atendimento antes e depois dos treinos pelo fisioterapeuta e sessões noturnas com aparelhos e medicação em casa. Caito admitiu noites difíceis por dormir sobre o ombro lesionado e destacou a inflamação persistente, mas afirmou que as reavaliações ao longo da semana mostraram evolução suficiente para atuar os 90 minutos.
Do ponto de vista do clube, a disponibilidade do atleta reforça o retorno buscado pela diretoria ao contratá‑lo, mas também levanta questão sobre o limite entre risco e gestão de elenco. A comissão técnica prevê nova reavaliação antes do próximo compromisso; internamente, a vitória foi celebrada e o grupo projeta buscar recuperação no Brasileirão, metas que Caito e o treinador Luís Castro ressaltaram após o clássico.