O jogo entre Canadá e Catar, em Vancouver, ganhou foco internacional por um lance que mudou de rumo após intervenção do VAR. Aos 31 minutos do primeiro tempo, o árbitro assinalou pênalti para o Canadá quando Buchanan caiu dentro da área após ser empurrado por Homam Ahmed. A marcação inicial parecia dar vantagem aos anfitriões e poderia alterar o ritmo da partida.

Na revisão do vídeo, porém, os árbitros entenderam que a infração havia ocorrido fora da área, o que levou à anulação do pênalti e à conversão da ação em falta lateral. A situação se complicou quando o VAR apontou que, além do empurrão, havia elementos de uma oportunidade clara e manifesta de gol (DOGSO), resultando na expulsão do jogador catari. A sequência gerou imediata controvérsia nas redes sociais, com torcedores e comentaristas questionando a consistência da avaliação.

O Canadá foi para o intervalo vencendo por 3 a 0, com gol de Larin e dois de Jonathan David; no momento da intervenção do VAR o placar ainda marcava 2 a 0. Fora do campo, milhares de canadenses já haviam tomado as ruas e bares da cidade em festa, cenário que acentuou a repercussão do episódio entre a torcida local. Para o Catar, a expulsão alterou a dinâmica do confronto e reduziu as possibilidades de reação no segundo tempo.

Além do impacto imediato no resultado, o lance reacende o debate sobre os critérios de aplicação do VAR em lances próximos à área e sobre transparência nas comunicações entre campo e cabine. A decisão alimentou críticas e exige resposta das autoridades da arbitragem sobre padrões e uniformidade de julgamento. Em um torneio onde decisões tecnológicas têm peso crescente, o episódio tende a aumentar a pressão sobre o quadro de oficiais e a prolongar a discussão sobre limites e efeitos do VAR.