O Canadá vive uma experiência inédita neste sábado: faz sua estreia em fases de eliminação direta da Copa do Mundo. O confronto com o Marrocos, marcado para as 14h (de Brasília) no Estádio de Houston, vale vaga nas quartas e coloca os canadenses diante de uma seleção com mais histórico em torneios internacionais — as duas já haviam se enfrentado em 2022, com vitória marroquina por 2 a 1 na fase de grupos.

Na antevéspera do jogo, o lateral Alistair Johnston ressaltou que, apesar da diferença de currículo, o duelo se resume a onze contra onze e que a equipe está preparada para o momento. O discurso oscilou entre humildade e ambição: reconhecer o respeito ao adversário, mas também a chance única de escrever nova página do futebol canadense caso avancem.

O técnico Jesse Marsch sublinhou a aposta no sistema defensivo como diferencial. Ele reconheceu os pontos fortes do Marrocos — mobilidade do meio, fluidez na ocupação de espaços, perigos nos cruzamentos e nas bolas paradas, além da capacidade ofensiva de Hakimi — e disse ter trabalhado para tornar o Canadá compacto e difícil de furar, mesmo que isso ocasione críticas sobre a produção ofensiva.

O duelo tem dimensão clara: para o Canadá, é a oportunidade de confirmar evolução e fazer história; para o Marrocos, é a chance de validar a campanha e avançar seguindo a condição de favorito moral. O confronto em Houston definirá se a surpresa será consumada ou se a experiência do rival falará mais alto.