Enrique Riquelme, candidato à presidência do Real Madrid, voltou a colocar as contratações de Erling Haaland e Rodri no centro de sua campanha. Em entrevista à rádio Cadena Cope, ele reiterou que, se eleito, trabalhará para contar com os dois jogadores no projeto esportivo do clube — uma promessa que reforça o tom agressivo da sua candidatura frente ao domínio de Florentino Pérez, que dura duas décadas.
A declaração reacende o confronto com o Manchester City: o clube inglês já sinalizou disposição em adotar medidas legais após as primeiras falas do empresário. Riquelme mantém a confiança sobre viabilidade das operações e chegou a oferecer uma garantia simbólica aos torcedores — segundo seu discurso, caso os atletas não cheguem a atuar pelo Real, ele se comprometeria a pagar as mensalidades dos sócios — um gesto que mistura apelo emocional com risco político e financeiro.
Além da dupla do City, o candidato desenhou um esboço de corpo técnico e dirigente com nomes históricos: Vicente del Bosque foi citado como parte da estrutura que ele pretende formar, ao lado de ídolos do clube como Raúl, Fernando Hierro e Iker Casillas. Riquelme também elogiou treinadores de referência no futebol europeu, citando Jürgen Klopp, mas evitou confirmar qualquer negociação salarial ou conversa formal com técnicos.
Do ponto de vista eleitoral, a promessa é dupla: por um lado, mobiliza a torcida com ambição e nomes de peso; por outro, expõe a candidatura a questionamentos sobre a factibilidade jurídica e financeira das transferências. Se a disputa migrar para os tribunais ou se as contratações esbarrarem em cláusulas contratuais, a narrativa do candidato pode sofrer desgaste — e o eleitorado exigirá explicações claras sobre custos, prazos e riscos ao patrimônio do clube.