Vídeos publicados nas redes sociais no início da semana mostraram a seleção do Uzbequistão sendo submetida a revistas ao desembarcar em Nova York para o amistoso contra a Holanda. Nas imagens, membros da comissão técnica aparecem sendo solicitados a entregar telefones e abrir bolsos ao descer do ônibus, o que provocou críticas à atuação da segurança americana e repercussão na imprensa internacional.

Alguns veículos chegaram a noticiar que Fabio Cannavaro teria reagido com indignação contra as autoridades, mas o próprio treinador usou suas redes para desmentir essa versão. Segundo ele, as verificações feitas à equipe foram idênticas às aplicadas a passageiros em terminais: procedimentos de rotina executados na pista, onde as delegações são recebidas diretamente, e não no fluxo comum do aeroporto.

A narrativa trouxe duas frentes de reação: usuários e jornais questionaram o tratamento dispensado a uma seleção nacional, enquanto Cannavaro e representantes da equipe minimizaram o episódio, elogiando a organização. O fato expõe, contudo, a facilidade com que imagens isoladas geram versões divergentes em momentos de grande exposição midiática.

Em campo, o Uzbequistão perdeu por 2 a 1 para a Holanda no amistoso em Nova York. A equipe de Cannavaro se prepara agora para a estreia na Copa do Mundo, marcada para 17 de junho contra a Colômbia, no Estádio Azteca — jogo que será transmitido pela TV Globo.