Carlos Miguel virou novamente o nome do jogo na semifinal da Libertadores ao defender o pênalti de Nonato e garantir a vaga do Palmeiras na final. A imagem do goleiro consultando uma toalha antes da cobrança reacendeu a discussão sobre as chamadas 'colas' usadas por arqueiros, mas ele preferiu manter silêncio sobre detalhes da preparação.

O goleiro rejeitou revelar a estratégia adotada antes das penalidades, agradeceu o apoio dos companheiros e da torcida e resumiu a postura como ‘segredo do trabalho’. A defesa veio na quarta cobrança do Fluminense, depois de três batidas convertidas, e abriu caminho para que Marlon Freitas confirmasse a classificação no minuto final.

A atuação de Carlos Miguel confirma uma mudança de cenário: desde que chegou ao clube, em outubro de 2025, o arqueiro já foi decisivo em momentos parecidos — inclusive nas quartas, quando salvou duas cobranças contra a LDU. Além do aspecto esportivo, a vaga rende ao Palmeiras pelo menos R$ 80 milhões em premiações, reforçando o impacto financeiro da classificação.

O Verdão aguarda o adversário da final, que sairá do confronto entre Flamengo e Estudiantes — o jogo de ida terminou 0 a 0 e a decisão da vaga ocorre ainda nesta semana. A partida decisiva da Libertadores está marcada para 28 de novembro, no Uruguai; enquanto isso, a confiança em Carlos Miguel cresce justamente nos momentos em que as decisões são definidas nas penalidades.