O Palmeiras voltou de campo com a sensação de oportunidade perdida: empate em 0 a 0 com o Santos na 33ª rodada em partida que teve intervenção decisiva do goleiro Carlos Miguel e presença consistente de Evangelista no meio. Carlos Miguel evitou o pior em uma defesa cara a cara com Gabigol e teve saídas seguras quando foi exigido, justificando boa avaliação entre os jogadores.

Na defesa, a marcação foi, em linhas gerais, competente. Um dos zagueiros se destacou pela firmeza tanto em disputas aéreas quanto no chão, enquanto o setor por vezes abusou de bolas longas que reduziram a fluidez ofensiva. Alguns laterais apareceram mais no trabalho defensivo do que na construção de jogo; houve quem desse menos dinâmica do que o costume no apoio ao ataque.

O meio-campo teve momentos de combatividade e proteção, com jogadores que aproximaram a bola da área adversária e também perderam chances claras, inclusive no último lance. Evangelista trouxe vitalidade e presença perto da área santista, mas a equipe voltou a sentir falta de um jogador que sustente a criação ofensiva por mais tempo — recurso que Sosa e Vitor Roque costumam oferecer quando em boa fase.

No ataque, a afobação foi notada: chances perdidas cara a cara com o goleiro Diógenes e finalizações fracas comprometeram a busca pelos três pontos. O Palmeiras criou oportunidades importantes, sobretudo no segundo tempo, mas a eficácia não apareceu. O ponto somado não muda a percepção de que o time precisa retomar consistência ofensiva para transformar volume de jogo em vitórias.