Carlos Miguel se transformou no nome da campanha do Palmeiras na Conmebol Libertadores ao defender três cobranças de pênalti ao longo do mata-mata. O desempenho iguala um feito que não se via desde Marcos, em 2009 — quando o ídolo palmeirense também fez três defesas, todas nas oitavas contra o Sport.
Na atual edição, as intervenções decisivas vieram em momentos distintos: duas defesas nas cobranças das quartas, em Quito, diante da LDU, e a defesa de Nonato nas semifinais contra o Fluminense, que sacramentou a vaga alviverde. O resultado leva o clube à sua oitava final de Libertadores, marcada para 28 de novembro, em Montevidéu.
O histórico recente do Palmeiras mostra como os pênaltis têm sido determinantes: desde 2009 o clube teve três disputas por penalidades no mata-mata — em 2017 caiu para o Barcelona (Equador), com Jailson defendendo uma cobrança; em 2022 superou o Atlético-MG com Weverton pegando uma batida; e em 2023 perdeu a semifinal para o Boca Juniors, quando Weverton também defendeu uma cobrança.
Além da importância imediata para a decisão continental, as atuações de Carlos Miguel consolidam a transição do goleiro para a titularidade: ele já havia se firmado ao longo do mata-mata da edição passada e foi titular na derrota por 1 a 0 para o Flamengo. Agora, cabe ao arqueiro e ao time transformar a segurança nas penalidades em um desempenho consistente na decisão.