Carlos Vinicius chega ao confronto deste domingo, na Arena, diante da Chapecoense com o maior jejum de gols desde que veste a camisa do Grêmio: são sete partidas sem balançar as redes, totalizando 476 minutos. A última vez que marcou foi em 17 de julho, na derrota por 2 a 1 para o Mirassol, e desde então enfrentou Fluminense, Mirassol (duas vezes), São Paulo, Atlético-MG, Bragantino e Inter sem sucesso ofensivo.

O período de instabilidade já refletiu nas opções do técnico: o centroavante foi parar no banco no jogo contra o Bragantino, substituído por Martin Braithwaite, e voltou ao time no Gre-Nal, partida em que saiu aos 11 minutos do segundo tempo depois de uma finalização e de um cartão amarelo em discussão com Bruno Gomes. Na temporada, Carlos Vinicius registra 18 gols e duas assistências em 42 jogos pelo clube e segue como artilheiro do elenco, com diferença de dez gols para Amuzu (oito). No Brasileiro, tem 10 gols e figura entre os principais goleadores da competição.

Além do desempenho, há incerteza contratual. O vínculo atual vai até dezembro de 2026; a direção gremista ofereceu extensão até o fim de 2028. O centroavante também rejeitou recentemente proposta do América (México) e recebeu sondagens de clubes da Série A e da MLS. A combinação de seca de gols e negociação em aberto torna o cenário delicado: uma retomada de forma restabeleceria confiança e poder de negociação; a manutenção do jejum pode enfraquecer a posição do jogador e acelerar decisões da diretoria.

No papel, a partida contra a Chapecoense, lanterna do Brasileiro na 25ª rodada, é oportunidade clara para encerrar o jejum e aliviar a pressão. Na prática, porém, o episódio sinaliza uma vulnerabilidade do Grêmio: dependência do centroavante para a produção ofensiva e necessidade de a direção acelerar uma definição sobre permanência ou saída, com implicações esportivas e de mercado para o restante da temporada.