O Fortaleza oficializou, nesta quinta-feira (23), a demissão do técnico Thiago Carpini. A decisão da direção da SAF ocorre com a equipe na quinta posição da Série B, somando 31 pontos, e após o fechamento do primeiro turno com a derrota por 2 a 1 para o Vila Nova. Carpini publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais, agradecendo à diretoria, ao elenco, à comissão técnica e à torcida.
No balanço técnico, o treinador cumpriu as metas públicas traçadas pela SAF no início da temporada: faturou o Campeonato Cearense, levou a equipe às fases finais da Copa do Nordeste e garantiu classificação até as oitavas da Copa do Brasil — confronto marcado contra o Palmeiras em agosto. Em campo, o registro de 42 jogos teve 22 vitórias, 11 empates e 9 derrotas. Ainda assim, o rendimento no primeiro turno ficou aquém do histórico de 2018; o Fortaleza terminou a metade da competição com seis pontos a menos que naquele ano, e o desempenho como visitante freou a campanha.
A troca no comando expõe um cálculo de risco da direção. Por um lado há méritos reconhecíveis na trajetória recente; por outro, a interrupção da continuidade técnico-tática cria uma necessidade imediata de adaptação. Em termos práticos, a mudança impõe à SAF a urgência de escolher um substituto capaz de acelerar respostas e preservar a ambição pelo acesso, sem perder mais pontos num campeonato em que a regularidade costuma pesar.
Restam ao clube decisões de curto prazo que influenciarão a sequência da temporada: definir perfil do novo treinador, estabilizar o ambiente do elenco e recuperar a confiança nas partidas fora de casa. Carpini encerra sua passagem valorizando conquistas e deixando a temporada em aberto — cabe agora à diretoria transformar a troca em impulso real na briga pelo retorno à Série A.