Carrascal foi o nome da noite no Maracanã: pediu para bater, assumiu a responsabilidade quando Bruno Henrique recusou a cobrança e marcou no último minuto, garantindo a vitória do Flamengo por 3 a 2 sobre o Atlético-MG. A cena teve peso simbólico: vem depois do trauma vivido pela equipe nos pênaltis contra o Estudiantes, e mostrou confiança do colombiano em momento decisivo.
A partida teve duas caras. No primeiro tempo o Flamengo foi superior, criou chances e parecia em controle, mas saiu atrás no placar. No segundo tempo o rendimento caiu, o time sofreu o empate e só encontrou o pênalti decisivo em uma jogada envolvendo Léo Pereira já nos acréscimos. Pulgar relatou nos bastidores que, antes da batida, conversou com Bruno Henrique — que optou por não cobrar — e depois autorizou Carrascal a assumir.
Além do alívio dos três pontos, o resultado mantém o Flamengo com 70 pontos, um à frente do Palmeiras, e preserva a liderança do Brasileirão. Mas o jogo também deixa alertas práticos: queda física e lapsos de posicionamento no segundo tempo tornam partidas aparentemente controladas em disputas apertadas. A capacidade de decisão de jogadores como Carrascal resolve jogos, mas não substitui a necessidade de ajuste coletivo.
O saldo imediato é positivo: vitória e liderança preservada. A leitura tática, porém, exige resposta rápida — especialmente com o clássico contra o Vasco pela frente. Foi a noite de Carrascal, mas o Flamengo precisa transformar a confiança individual em regularidade coletiva para evitar que pequenos detalhes voltem a complicar a campanha.